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terça-feira, 16 de junho de 2026

A CIDADE NÃO AGUENTA MAIS ! Quatro gargalos estão quebrando a construção convencional. A cidade inteligente e resiliente do futuro já tem uma resposta.

 


Visionário Modular
Artigo Técnico · Junho 2026 · @visionario_modular
Construção Industrializada · Smart Cities · Cidades Resilientes

A cidade não aguenta

mais.

Quatro gargalos estão quebrando a construção convencional. 

A cidade inteligente e resiliente do futuro já tem uma resposta — e ela começa no canteiro.

O Povo como maioria decidiu impor regras mais rígidas em detrimento ao crescimento urbano acelerado. Construir em uma grande metrópole nunca foi simples. Mas o que estamos vivendo agora é diferente: os gargalos se acumularam ao ponto de tornarem o modelo convencional de construção cada vez mais insustentável — economicamente, logisticamente e ambientalmente.

Construir em uma grande metrópole nunca foi simples. Mas o que estamos vivendo agora é diferente: os gargalos se acumularam ao ponto de tornarem o modelo convencional de construção cada vez mais insustentável — economicamente, logisticamente e ambientalmente.

Mão de obra escassa. Trânsito travado. Novas restrições de ruído. Resíduos acumulando nos canteiros. Cada um desses problemas, isolado, já seria um desafio. Juntos, eles formam uma crise silenciosa que corrói prazos, margens e a reputação do setor.

"A pergunta não é mais se a construção industrializada vai chegar ao Brasil. A pergunta quanto tempo faremos essa transição — e quais modelos construtivos industrializados iremos mais utilizar daqui para frente. 


A boa notícia é que existe uma resposta estrutural. E ela converge com dois movimentos globais que estão redesenhando as cidades: a agenda das cidades resilientes e a expansão das smart cities

Construção modular não é só uma solução de canteiro — é uma peça fundamental da infraestrutura urbana do século XXI.

Capítulo 01

Os Quatro
Gargalos da
Construção Urbana

Cada um desses problemas ataca o canteiro por um ângulo diferente. Juntos, eles tornam o modelo convencional inviável nas grandes cidades.

👷

Escassez de Mão de Obra

O Brasil enfrenta déficit crescente de trabalhadores qualificados. A geração mais jovem não migra para o setor, a informalidade compromete equipes e os custos de contratação disparam. Obras que dependem de pedreiros, armadores, eletricistas e encanadores param porque simplesmente não há gente disponível na data certa.

O resultado: cronogramas que se expandem semanas e meses. Cada hora parada é dinheiro queimado e confiança perdida com o cliente.

Produtividade per capita em queda há mais de uma década · CBIC 2024
🚛

Trânsito e Logística

Nas grandes capitais, especialmente São Paulo, a entrega de insumos virou uma loteria. Caminhões de concreto, aço e materiais de acabamento enfrentam janelas restritas, rodízio e horários proibidos pela CET. Uma betoneira atrasada duas horas pode comprometer o trabalho de uma equipe inteira.

A fragmentação do processo convencional exige centenas de entregas distintas por obra. Cada entrega é um ponto de falha numa cidade travada.

SP: até 1.800 km de lentidão nos horários de pico · CET-SP
🔊

Nova Lei de Ruído Urbano

A Lei Federal 14.462/2022 e regulações municipais posteriores endureceram os limites acústicos em áreas urbanas. Obras em regiões mistas ou residenciais operam agora com janela produtiva ainda menor — com penalidades reais para quem descumprir.

Concretagem, corte de materiais, marteletes e compressores são as principais operações impactadas. Cada embargo é uma semana perdida.

♻️

Desperdício e Entulho

A construção convencional é, por natureza, geradora de resíduos. Cortes de cerâmica, sobras de argamassa, madeiras de forma, ferragens descartadas — tudo se acumula. O custo de gestão de entulho cresce junto com a fiscalização da Resolução CONAMA 307.

Até 30% dos materiais adquiridos em obras convencionais viram resíduo. É dinheiro, tempo e passivo ambiental que poderiam ser evitados.

Capítulo 02

A Resposta
Industrializada

A construção modular não resolve apenas um desses problemas. Ela ataca os quatro ao mesmo tempo — porque muda a lógica de onde e como as coisas são feitas.

Como o modular
responde a cada gargalo

A

Produção em fábrica → menos dependência de mão de obra no canteiro

Ao transferir a maior parte das atividades para o ambiente fabril, a construção industrializada opera com equipes menores, especializadas e estáveis. O canteiro passa a ser um ponto de integração de componentes. A mesma equipe que levava dias num banheiro convencional instala um módulo sanitário completo — pré-testado, pré-acabado — em horas.

B

Logística racional → menos entregas, mais precisão

Em vez de dezenas de caminhões com materiais brutos, a construção modular opera com poucas entregas de alto valor: módulos ou painéis montados. Isso significa planejamento real, rastreabilidade e conformidade com as restrições de circulação. Uma entrega no lugar de vinte. Menos impacto, mais controle.

C

Operações silenciosas → conformidade com a Lei de Ruído

A maior parte do processo produtivo acontece em fábrica, fora do raio de controle acústico urbano. O canteiro recebe módulos praticamente prontos — reduzindo drasticamente as operações ruidosas no local. A montagem é majoritariamente mecânica: parafusos, encaixes, conexões. O impacto sonoro despenca e a conformidade com a Lei 14.462/2022 vira vantagem competitiva.

D

Precisão fabril → desperdício quase zero

O ambiente industrial opera com tolerâncias milimetradas, controle de material e reaproveitamento de sobras em escala. O que na obra seria entulho, na fábrica vira insumo para o próximo lote. A construção industrializada pode reduzir o desperdício em até 80% — com impacto direto nos custos e no passivo ambiental do empreendimento.

Mas há
algo maior
em jogo.

O problema dos canteiros é urgente. Mas a crise urbana é estrutural. A construção modular precisa ser compreendida no contexto de um novo modelo de cidade — resiliente, inteligente e preparada para as próximas décadas.

Capítulo 03

Cidades
Resilientes

Resiliência urbana não é resistência ao caos — é a capacidade de se adaptar, absorver choques e se transformar. A construção modular é uma das ferramentas mais eficientes para construir essa resiliência.

O conceito de cidade resiliente ganhou força global com o Marco de Sendai (2015–2030) da ONU e foi incorporado ao ODS 11 — Cidades e Comunidades Sustentáveis. No Brasil, o Ministério das Cidades e a agenda do PlanMob passaram a exigir que novos empreendimentos considerem impacto ambiental, mobilidade, gestão de resíduos e baixo carbono.

A construção convencional trabalha contra essas metas: gera carbono, entulho, ruído e pressão sobre a infraestrutura urbana. A construção industrializada, ao contrário, alinha-se naturalmente com os princípios da resiliência urbana.

"Uma cidade que constrói de forma industrializada constrói mais rápido, polui menos e responde melhor às crises — sejam elas climáticas, demográficas ou econômicas."
🌊

Resistência Climática

Módulos pré-fabricados podem ser projetados com materiais de alta durabilidade e desempenho térmico superior. Em regiões sujeitas a chuvas intensas, ventos ou calor extremo, a precisão fabril garante vedação e isolamento que o canteiro convencional raramente entrega.

Habitação de Emergência Rápida

Em eventos climáticos extremos ou crises habitacionais, unidades modulares podem ser produzidas, transportadas e instaladas em dias — não meses. Cidades que já dominam o processo industrial respondem a emergências com velocidade que o modelo convencional jamais atingirá.

🌱

Baixo Carbono e ESG

A industrialização reduz a pegada de carbono da construção em até 40% (World Green Building Council). Para empreendimentos que precisam comprovar métricas ESG a investidores ou certificações como LEED e AQUA-HQE, o modular oferece rastreabilidade que o canteiro convencional não tem.

🔄

Adaptabilidade e Desmontagem

Módulos podem ser relocados, reformados ou reutilizados — o que reduz o descarte ao fim da vida útil. Isso alinha a construção modular à economia circular, princípio cada vez mais exigido em licitações públicas e projetos de desenvolvimento urbano sustentável.

Capítulo 04

Smart Cities
e a Construção
do Futuro

Cidades inteligentes não são apenas sobre tecnologia — são sobre integração. E a construção industrializada é o elo que falta entre o planejamento urbano digital e a execução física eficiente.

O conceito de Smart City avança no Brasil por meio da Estratégia Nacional de Cidades Inteligentes do Ministério das Comunicações e de programas municipais como o SP Urban Tech e o Jaboatão Smart City. Internacionalmente, cidades como Singapura, Amsterdã e Seul já integram BIM obrigatório, dados de obras em tempo real e certificação digital de componentes construtivos.

O ponto de convergência com a construção modular é direto: componentes fabricados industrialmente são nativamente rastreáveis, digitalizáveis e integráveis a sistemas de gestão urbana. Cada módulo pode ter um digital twin — uma representação virtual que conecta o objeto físico ao ecossistema da cidade inteligente.

"O BIM não é só um software de projeto. É o idioma da cidade inteligente. E a construção modular fala esse idioma com fluência — o canteiro convencional, não."
📡

BIM e Digital Twin

Módulos industrializados são modelados em BIM desde a concepção. Isso cria um gêmeo digital do componente — com especificações, materiais, desempenho e histórico de manutenção. Em cidades que adotam o BIM mandatório (como a NBR ISO 19650 orienta), obras modulares já chegam ao canteiro no formato exigido.

🛰️

IoT nos Módulos

Módulos sanitários, elétricos e estruturais podem sair da fábrica com sensores embarcados: medição de consumo de água, detecção de vazamentos, monitoramento de temperatura e umidade. Esses dados alimentam plataformas de gestão predial e integram o edifício ao ecossistema de dados da cidade inteligente.

🏙️

Integração com Planos Diretores

São Paulo, Curitiba e Fortaleza já incorporaram em seus Planos Diretores exigências de desempenho ambiental, rastreabilidade de materiais e gestão de resíduos. A construção modular atende a essas exigências de forma sistêmica — não como exceção, mas como padrão de processo.

🤖

Automação e Robotização

As fábricas de módulos de vanguarda já utilizam robôs para soldagem, corte CNC, impressão 3D de componentes e linha de montagem automatizada. A construção industrializada abre a porta para a automação total do processo construtivo — algo impossível num canteiro convencional a céu aberto.

Normas e Regulações
que Você Precisa Conhecer

O marco regulatório está mudando. Quem não se adaptar paga — com embargos, multas e atraso.

Ruído · Federal
Lei 14.462/2022 — Estabelece limites de emissão sonora em obras urbanas e obriga monitoramento acústico em canteiros em zonas residenciais e mistas.
Acessar
Resíduos · Federal
CONAMA 307/2002 e atualizações — Disciplina a destinação de resíduos de construção e demolição. Obras sem PGRCC (Plano de Gerenciamento) correm risco de embargo.
Acessar
Desempenho · ABNT
ABNT NBR 15575:2021 — Norma de Desempenho de Edificações. Exige comprovação de durabilidade, conforto acústico, térmico e segurança estrutural — áreas em que a construção modular tem vantagem comprovada.
Acessar
BIM · ABNT
ABNT NBR ISO 19650 — Gestão da informação sobre obras de construção usando BIM. Tornou-se referência obrigatória em licitações públicas federais desde o Decreto 10.306/2020.
Decreto 10.306/2020
Sustentab. · SP
Lei Municipal SP 16.402/2016 (Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo) e revisões do PDE — Exigem contrapartidas ambientais, gestão de água pluvial e certificação energética em novos empreendimentos.
Acessar PDE
Cidades · ONU
ODS 11 — Agenda 2030 — Cidades e Comunidades Sustentáveis. Meta: até 2030, garantir acesso a habitação segura, reduzir impacto ambiental das cidades e melhorar a gestão de resíduos urbanos.
Acessar ODS 11
Capítulo 06

Tendências Globais
nas Grandes Cidades

O que está acontecendo agora nas metrópoles mais avançadas do mundo — e o que isso significa para o Brasil.

O que está mudando

Singapura — BIM mandatório desde 2015. Todo projeto acima de 5.000 m² exige modelagem BIM completa. Isso acelerou a adoção de componentes pré-fabricados, que hoje representam mais de 40% do volume construtivo do país. BCA Singapore — DfMA

Reino Unido — Modern Methods of Construction (MMC). O governo britânico exige que pelo menos 25% das novas habitações financiadas com verbas públicas sejam entregues via MMC — que inclui construção modular, painelizada e híbrida. Gov.UK — MMC Policy

Suécia — Timber modular como padrão urbano. Estocolmo aprovou legislação que prioriza construção em madeira e CLT para edifícios de até 8 andares em zonas urbanas. A combinação de modular + madeira é hoje referência em baixo carbono estrutural.

China — prefabricação em escala industrial. O governo chinês estabeleceu meta de 30% de edificações industrializadas nas grandes cidades até 2025. Empresas como BROAD Group constroem arranha-céus modulares em dias — o que virou benchmark global de velocidade construtiva.

Brasil — Reforma Tributária como gatilho. A CBS+IBS (Reforma Tributária em curso até 2033) cria uma vantagem tributária estrutural para a cadeia industrializada em relação à construção in loco. Quem montar sua operação modular agora chegará ao pico da reforma com vantagem de custo consolidada. PEC da Reforma Tributária



São Paulo — SP Urban Tech e Zoneamento 2023. A prefeitura de São Paulo ampliou as zonas de uso misto e estimulou a verticalização em corredores de mobilidade — criando demanda contínua por velocidade de execução que só a construção industrializada consegue suprir com escala. SP Urban Tech



segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Mckinsey Ago/2025 - Juntando as peças: Desbloqueando o sucesso na construção modular

 

Juntando as peças: Desbloqueando o sucesso na construção modular

 

Interface gráfica do usuário

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Tradução da matéria completa da Mckinsey

https://www.mckinsey.com/industries/engineering-construction-and-building-materials/our-insights/putting-the-pieces-together-unlocking-success-in-modular-construction

 Os avanços em dados, tecnologia e manufatura estão finalmente permitindo que a modularidade cumpra sua promessa. Insights do nosso banco de dados com mais de 700 empresas ilustram o que é sucesso.

A construção modular pode resolver alguns dos desafios mais urgentes da indústria da construção, incluindo o lento crescimento da produtividade da construção,1escassez global de mão de obra, escassez de moradias e emissões de CO₂ . 

Apesar de a tecnologia modular existir há pelo menos 200 anos, os avanços recentes em dados, tecnologia e automação agora permitem que ela cumpra sua promessa.

A construção modular está mais relevante do que nunca

A construção modular é um método de construção que envolve a fabricação de componentes de uma estrutura em uma fábrica externa e a montagem desses elementos de construção parcial ou totalmente acabados no local. Neste artigo, nossa discussão sobre componentes modulares inclui módulos volumétricos 3D, painéis 2D e cabines de banheiro, mas exclui elementos pré-fabricados ou materiais pré-cortados (Anexo 1). Nosso foco é a construção modular para edifícios (principalmente construções permanentes), mas também incluímos alguns insights sobre empresas que fornecem módulos para locação em edifícios temporários.

 

Uma imagem contendo Tabela

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Presença na cadeia de valor

A presença na cadeia de valor refere-se às etapas da cadeia de valor em que uma empresa modular opera. Há diversos arquétipos diferentes que variam em sua presença na cadeia de valor e EBITDA (veja a barra lateral "Arquétipos de empresas de construção modular"). Nosso banco de dados mostra que empresas verticalmente integradas geram margens melhores — por exemplo, empresas que fabricam e montam módulos têm margens de EBITDA mais altas (em média, cerca de 15% a 20%) do que empresas que oferecem apenas fabricação modular (em média, cerca de 5%).

Empresas integradas tendem a gerar margens maiores porque têm mais controle sobre o processo, a qualidade e a velocidade. Já as empresas de manufatura e montagem provavelmente apresentam o maior EBITDA por três motivos. Primeiro, elas conseguem assumir um escopo mais amplo. Segundo, elas conseguem se organizar com mais eficiência porque suas equipes são treinadas especificamente para cobrir um sistema modular mais amplo. E terceiro, elas normalmente têm menor repasse de custos para subcontratados.

 

Tipos de construção

Os tipos de construção referem-se ao foco principal de uma empresa modular em termos de classes de ativos. Aproximadamente 60% dos participantes atuam no segmento de residências unifamiliares. No entanto, a lucratividade parece ser maior para empresas que constroem ativos mais especializados, como hotéis ou instalações de saúde (Anexo 5). Isso pode ser explicado pelo fato de que o custo mais alto por metro quadrado nesses edifícios significa que há maior valor para construir em um ambiente fabril — bem como porque pode haver menos concorrência nesses segmentos.

 

Como a indústria modular se compara

Analisar a construção modular em sete dimensões ajuda a ilustrar o que significa sucesso (Anexo 4).

 

Infográfico completo com ícones e barras representando sete dimensões da construção modular: presença na cadeia de valor, tipos de construção, material estrutural, tipos de produto, complexidade de construção, modelo comercial e alcance geográfico. Cada dimensão deve mostrar opções de alta, média e baixa.

 

Escolha do material estrutural

 

A escolha do material estrutural refere-se aos principais materiais utilizados para os módulos. Globalmente, aço e madeira são os materiais estruturais mais utilizados na construção modular. De acordo com nosso banco de dados, aproximadamente 42% dos participantes do mercado priorizam o aço como material principal e 38%, a madeira. O concreto também é preferido em algumas regiões, sendo o foco de aproximadamente 11% dos participantes. As empresas mais lucrativas tendem a concentrar seus produtos em um único material estrutural principal, pois uma abordagem focada pode permitir fabricação, projeto e montagem mais padronizados, além de gerar benefícios de custo com a aquisição de materiais em escala.

 

Tipo de produto

Os produtos desenvolvidos variam de painéis 2D a módulos 3D totalmente acabados. A grande maioria dos players produz painéis 2D ou módulos volumétricos 3D, com o mercado dividido de forma relativamente igual entre eles. Tanto o número de empresas identificadas em cada segmento quanto suas margens são relativamente semelhantes entre os dois tipos de produtos. De acordo com nosso banco de dados, as empresas que produzem módulos volumétricos 3D apresentam margens ligeiramente maiores do que as que produzem painéis 2D (8% versus 6% em média, respectivamente), indicando que a escolha do tipo de produto não é um fator-chave para as margens.

 

Construindo complexidade

A complexidade abrange tanto edifícios quanto módulos construídos (desde estruturas simples até unidades mais especializadas). A maioria dos players que atuam na construção modular ainda se concentra em projetos de baixa a média complexidade, como edifícios com menos andares e complexidade geométrica ou técnica limitada (Anexo 6). Além disso, algumas empresas que realizam obras de menor complexidade apresentam margens de EBITDA mais elevadas. Um dos motivos para isso é que projetos mais simples permitem que as empresas aproveitem ao máximo os benefícios da construção modular por meio de maior padronização (tipicamente, menos recursos personalizados), maior repetibilidade (processo sistematizado) e uma maior participação da construção em fábricas.

 

Modelo comercial

Com base em nossa análise, parece haver dois modelos comerciais principais em módulos, que operam como mercados distintos: primeiro, um modelo de vendas baseado em projetos para construção permanente; segundo, modelos de aluguel, nos quais as empresas fabricam e operam frotas de módulos que são alugados para fins temporários (como alojamentos para canteiros de obras ou prédios para aumentar temporariamente a capacidade escolar). A maioria dos players utiliza um modelo de vendas baseado em projetos, embora a lucratividade em termos de EBITDA seja significativamente maior para modelos de aluguel e modelos que combinam vendas e aluguel. Nesse sentido, as empresas que combinam vendas e aluguel conseguem equilibrar melhor a produção para ambos os mercados, aumentando, assim, a utilização de seus locais de fabricação.

 

Juntando as peças: Desbloqueando o sucesso na construção modular

Infográfico com barras azuis representando participação das empresas e margens de EBITDA por tipo de construção: hospitalidade, comercial, público, residencial unifamiliar e residencial multifamiliar.

21 de agosto de 2025| Artigo

 

Os avanços em dados, tecnologia e manufatura estão finalmente permitindo que a modularidade cumpra sua promessa. Insights do nosso banco de dados com mais de 700 empresas ilustram o que é sucesso.

A construção modular pode resolver alguns dos desafios mais urgentes da indústria da construção, incluindo o lento crescimento da produtividade da construção,1escassez global de mão de obra, escassez de moradias e emissões de CO₂ . Apesar de a tecnologia modular existir há pelo menos 200 anos, os avanços recentes em dados, tecnologia e automação agora permitem que ela cumpra sua promessa.

Uma grade mostra os tipos de componentes modulares em uma escala que vai do simples ao complexo e do pequeno ao grande. No eixo y, os componentes predominantemente estruturais são simples, aqueles com fixações limitadas são moderadamente complexos e aqueles totalmente funcionais com recursos complexos são complexos. No eixo x, unidades individuais de disciplina única são pequenas; painéis e unidades volumétricas são de tamanho médio; e estruturas completas são grandes.

Os componentes incluídos no escopo do mercado de construção modular estão destacados em azul. Incluem componentes simples, porém grandes, como estruturas de aço e estruturas de madeira laminada cruzada; componentes moderadamente complexos e de médio a grande porte, como painéis pré-acabados, cômodos e casas; e componentes complexos de todos os tamanhos, como unidades individuais, paredes, cômodos e casas totalmente equipadas e acabadas.

A Modular é capaz de enfrentar uma série de desafios mais urgentes da construção, como o aumento da produtividade do setor,2reduzindo as necessidades de mão de obra em até 40%,3acelerando os prazos em até 50%, permitindo economia de custos (se feito corretamente e em escala),4e potencialmente reduzindo as emissões de CO 2 .5

Os recentes desenvolvimentos tecnológicos e soluções mais personalizadas estão finalmente permitindo que a construção modular alcance todo o seu potencial, resultando em construções aprimoradas e de maior qualidade, bem como em uma variedade maior de tipos de construção, além dos ativos que antes eram limitados geometricamente. Por exemplo, novas plataformas digitais estão ajudando a conectar clientes de todo o ecossistema com fornecedores, além de permitir que as empresas personalizem e otimizem seus projetos para locais específicos com mais facilidade.

Uma imagem contendo ao ar livre, esqui, navio, neve

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Um exemplo de construção modular em painéis 2D

Nós nos esforçamos para oferecer a pessoas com deficiência acesso igualitário ao nosso site. Se você deseja informações sobre este conteúdo, teremos prazer em colaborar. Envie um e-mail para: McKinsey_Website_Accessibility@mckinsey.com

Uma indústria de construção modular fragmentada, mas próspera

Nosso banco de dados identificou mais de 700 empresas que atuam no setor de construção modular.

Mais de 100 dessas empresas estão em operação há 50 anos ou mais, com mais de 200 empresas fundadas apenas nos últimos 20 anos, o que ilustra a crescente importância da construção modular atualmente.

Nossa análise indica que o mercado é altamente fragmentado, com alguns players de maior porte e uma longa cauda de mais de 500 players com receita inferior a € 50 milhões .

Anexo 2

Tabela

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Este gráfico de barras mostra a fragmentação no setor de construção modular pela distribuição da receita das empresas do setor em milhões de euros e pelo número acumulado de empresas modulares. Apenas 5% a 10% das empresas têm receitas superiores a € 500 milhões, em comparação com 60% a 70% das empresas com receitas inferiores a € 50 milhões.

Extrapolação baseada na parcela de empresas com receitas identificadas inferiores a € 50 milhões. Com base em empresas no banco de dados com dados financeiros de 2023 disponíveis e apenas com modelo de negócios de vendas (n = 180).

Fonte: Banco de dados proprietário da Modular Construction, abril de 2025

Fim da descrição da imagem.

Muitas empresas que atuam na construção modular têm obtido sucesso (ou seja, apresentando forte crescimento ou rentabilidade robusta). De fato, empresas que utilizam a construção modular para edifícios permanentes apresentam um EBITDA médio ponderado de aproximadamente 7%, com variações significativas entre as empresas (Anexo 3). Embora diversas empresas do setor modular tenham aumentado de tamanho nos últimos anos, com algumas até começando a expandir internacionalmente, também houve algumas falências notáveis.

Anexo 3

Linha do tempo

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Este gráfico de barras mostra a lucratividade entre as empresas de construção modular por distribuição da margem EBITDA em porcentagem e pelo número acumulado de empresas modulares. A distribuição da margem EBITDA é baseada nas empresas do banco de dados com demonstrações financeiras de 2023 disponíveis e apenas com modelo de negócios de vendas (n = 165). No geral, a margem EBITDA média ponderada com base na receita foi de 7,0% para as empresas com modelo de negócios de vendas.

Fonte: Banco de dados proprietário da Modular Construction, abril de 2025

Como a indústria modular se compara

Analisar a construção modular em sete dimensões ajuda a ilustrar o que significa sucesso (Anexo 4).

Anexo 4

Infográfico em português sobre empresas de construção modular com sete dimensões: presença na cadeia de valor, tipos de construção, material estrutural, tipos de produto, complexidade de construção, modelo comercial e alcance geográfico. Cada dimensão possui três níveis: alta, média e baixa, com exemplos específicos. O layout deve ser uma tabela completa com linhas e colunas, mantendo todas as características originais. Incluir ícones representando cada dimensão.

Arquétipos de empresas de construção modular

A presença na cadeia de valor refere-se às etapas da cadeia de valor em que uma empresa modular opera. Há diversos arquétipos diferentes que variam em sua presença na cadeia de valor e EBITDA (veja a barra lateral "Arquétipos de empresas de construção modular"). Nosso banco de dados mostra que empresas verticalmente integradas geram margens melhores — por exemplo, empresas que fabricam e montam módulos têm margens de EBITDA mais altas (em média, cerca de 15% a 20%) do que empresas que oferecem apenas fabricação modular (em média, cerca de 5%).

Empresas integradas tendem a gerar margens maiores porque têm mais controle sobre o processo, a qualidade e a velocidade. Já as empresas de manufatura e montagem provavelmente apresentam o maior EBITDA por três motivos.

1)       Elas conseguem assumir um escopo mais amplo.

2)       Elas conseguem se organizar com mais eficiência porque suas equipes são treinadas especificamente para cobrir um sistema modular mais amplo.

3)       E em terceiro, elas normalmente têm menor repasse de custos para subcontratados.

Tipos de construção

Os tipos de construção referem-se ao foco principal de uma empresa modular em termos de classes de ativos. Aproximadamente 60% dos participantes atuam no segmento de residências unifamiliares. No entanto, a lucratividade parece ser maior para empresas que constroem ativos mais especializados, como hotéis ou instalações de saúde (Anexo 5). Isso pode ser explicado pelo fato de que o custo mais alto por metro quadrado nesses edifícios significa que há maior valor para construir em um ambiente fabril — bem como porque pode haver menos concorrência nesses segmentos.

Anexo 5

 

 Infográfico em português comparando tipos de construção modular com base em participação das empresas e margem EBITDA. Incluir cinco categorias: hospitalidade, comercial (escritórios), público (educação, saúde), residencial unifamiliar e residencial multifamiliar. Cada categoria deve ter dois indicadores: participação (%) e margem EBITDA (%). Usar ícones para cada tipo de construção e barras visuais para facilitar a comparação.

Dois gráficos de barras horizontais mostram a participação das empresas por tipo de edifício em porcentagem e a margem EBITDA por tipo de edifício em porcentagem, abrangendo residências unifamiliares, unidades residenciais multifamiliares, hotelaria, comércio e serviços públicos. Residências unifamiliares representam a maior participação de empresas, com 60%, seguidas por residências multifamiliares e edifícios comerciais, com 51%. No entanto, em comparação com outros tipos de edifícios, os edifícios de hotelaria apresentam a maior rentabilidade, com 19%, enquanto edifícios residenciais e residências unifamiliares apresentam a menor, com 8% cada.

Nota: Inclui empresas com modelo de aluguel, visto que todos os valores de EBITDA são maiores que a média de 7%.

·       Uma empresa pode construir vários tipos de edifícios. A receita e o EBITDA são distribuídos igualmente com base no tipo de edifício escolhido pela empresa; por exemplo, uma empresa que trabalha com residências unifamiliares e hotelaria terá 50% alocado para cada tipo de edifício.

Fonte: Banco de dados proprietário da Modular Construction, abril de 2025, entrevistas com especialistas

A escolha do material estrutural refere-se aos principais materiais utilizados para os módulos. Globalmente, aço e madeira são os materiais estruturais mais utilizados na construção modular. De acordo com nosso banco de dados, aproximadamente 42% dos participantes do mercado priorizam o aço como material principal e 38%, a madeira. O concreto também é preferido em algumas regiões, sendo o foco de aproximadamente 11% dos participantes. As empresas mais lucrativas tendem a concentrar seus produtos em um único material estrutural principal, pois uma abordagem focada pode permitir fabricação, projeto e montagem mais padronizados, além de gerar benefícios de custo com a aquisição de materiais em escala.

Tipo de produto

Os produtos desenvolvidos variam de painéis 2D a módulos 3D totalmente acabados. A grande maioria dos players produz painéis 2D ou módulos volumétricos 3D, com o mercado dividido de forma relativamente igual entre eles. Tanto o número de empresas identificadas em cada segmento quanto suas margens são relativamente semelhantes entre os dois tipos de produtos. De acordo com nosso banco de dados, as empresas que produzem módulos volumétricos 3D apresentam margens ligeiramente maiores do que as que produzem painéis 2D (8% versus 6% em média, respectivamente), indicando que a escolha do tipo de produto não é um fator-chave para as margens.

Construindo complexidade

A complexidade abrange tanto edifícios quanto módulos construídos (desde estruturas simples até unidades mais especializadas). A maioria dos players que atuam na construção modular ainda se concentra em projetos de baixa a média complexidade, como edifícios com menos andares e complexidade geométrica ou técnica limitada (Anexo 6). Além disso, algumas empresas que realizam obras de menor complexidade apresentam margens de EBITDA mais elevadas. Um dos motivos para isso é que projetos mais simples permitem que as empresas aproveitem ao máximo os benefícios da construção modular por meio de maior padronização (tipicamente, menos recursos personalizados), maior repetibilidade (processo sistematizado) e uma maior participação da construção em fábricas.

Anexo 6

📊 Rentabilidade por Tipo de Construção Modular

Subtítulo: Setor de hospitalidade lidera em rentabilidade, enquanto o residencial multifamiliar apresenta os menores índices.

🔹 Participação das Empresas (%)

Tipo de Construção

Participação (%)

Residencial Unifamiliar

60%

Comercial

51%

Residencial Multifamiliar

51%

Público

45%

Hospitalidade

43%

🔸 Margem EBITDA (%)

Tipo de Construção

Margem EBITDA (%)

Hospitalidade

19%

Comercial

15%

Público

10%

Residencial Unifamiliar

8%

Residencial Multifamiliar

5%

 

Descrição da imagem:

Dois gráficos de barras horizontais mostram a participação de participantes por complexidade de construção em porcentagem e a margem EBITDA por complexidade de construção em porcentagem, em baixa, média e alta complexidade. Mais participantes estão envolvidos na criação de módulos de menor complexidade (52%), que apresentam margens EBITDA maiores (19%), em comparação com média complexidade (35% dos participantes e margem de 14%) e alta complexidade (13% dos participantes e margem de 5%).

Fonte: Banco de dados proprietário da Modular Construction, abril de 2025

Modelo comercial

Infográfico com ícones e barras mostrando a participação das empresas e margens de EBITDA por complexidade de construção: baixa, média e alta.

Com base em nossa análise, parece haver dois modelos comerciais principais em módulos, que operam como mercados distintos:

1)       primeiro, um modelo de vendas baseado em projetos para construção permanente;

2)       segundo, modelos de aluguel, nos quais as empresas fabricam e operam frotas de módulos que são alugados para fins temporários (como alojamentos para canteiros de obras ou prédios para aumentar temporariamente a capacidade escolar).

 A maioria dos players utiliza um modelo de vendas baseado em projetos, embora a lucratividade em termos de EBITDA seja significativamente maior para modelos de aluguel e modelos que combinam vendas e aluguel.

Nesse sentido, as empresas que combinam vendas e aluguel conseguem equilibrar melhor a produção para ambos os mercados, aumentando, assim, a utilização de seus locais de fabricação.

Presença geográfica

Historicamente, a construção modular era em grande parte local. As diferenças entre os mercados, como preferências locais, códigos e regulamentos de construção, significavam que poucas empresas conseguiam se expandir internacionalmente. E, embora esses desafios ainda estejam presentes hoje, eles estão se tornando menos prevalentes devido à padronização entre países e regiões, com as empresas agora capazes de atender a diversos mercados por meio de logística de longa distância ou fábricas em diferentes regiões geográficas.

Dito isso, a maioria das empresas do setor modular ainda opera em mercados locais, com mais de 60% operando em mercados localizados, de acordo com as empresas em nosso banco de dados. Enquanto isso, de 20% a 25% das empresas operam em nível regional, normalmente com múltiplas fábricas ou exportações regionais, enquanto apenas cerca de 15% operam em escala global. No futuro, grandes mudanças e novas tecnologias (como a digitalização de códigos e requisitos de construção), bem como o aumento da colaboração entre países (como a sincronização de requisitos e códigos entre regiões), podem permitir que o setor se torne mais global.

Os players têm se esforçado para globalizar o setor, principalmente para maximizar a produtividade dos ativos e aproveitar oportunidades emergentes em novas regiões. Isso foi possível graças ao aproveitamento da automação e das tecnologias digitais, que facilitam o projeto e a fabricação para diversos países. Um dos benefícios de aumentar a produção em escala é a menor exposição a um mercado único e específico. Os mercados frequentemente entram e saem de ciclos naturais, o que significa que as empresas estão, portanto, mais aptas a operar e utilizar as fábricas.

 

Receita para o sucesso futuro

Nossa pesquisa sugere que não existe uma receita única para o sucesso na construção modular. No entanto, ao analisarmos o mercado em relação às sete dimensões descritas acima, descobrimos que empresas de sucesso tendem a compartilhar três características comuns: um sistema construtivo central, controle da cadeia de valor e escalabilidade focada.

Um sistema de construção centralizado

Um sistema de construção refere-se às regras, processos, procedimentos e componentes que compõem a construção de um edifício. Isso inclui os vários componentes que compõem o edifício (como grandes blocos de construção ou componentes menores), como esses componentes são fabricados ou adquiridos e como são transportados, organizados e montados no local. Inclui também as regras de como os edifícios são projetados, os graus de liberdade (como quais alterações de projeto podem ou não ser feitas) e quais tipos de empresas estão envolvidas nas várias etapas da cadeia de valor.

Normalmente, os sistemas de construção concentram-se em um único material estrutural, como madeira, concreto ou aço. No entanto, sistemas de construção abrangentes são cada vez mais possíveis de construir e atualizar devido às novas tecnologias e ferramentas digitais, como a modelagem de informações da construção e a modelagem paramétrica. Com esses novos sistemas abrangentes, as empresas agora podem criar configuradores de produtos 3D (com regras definidas pelo sistema de construção) ou realizar a integração digital entre o software de projeto e os locais de fabricação, facilitando a personalização.

Em nossa opinião, os players de sucesso investem significativamente em seus sistemas de construção. Inicialmente, esses players desenvolvem um sistema robusto e eficiente que permite uma produção sistematizada com um grau suficiente de personalização. Após estabelecer essa linha de base, os players líderes continuam investindo no aprimoramento do sistema com base nas lições aprendidas com os projetos concluídos.

Controle da cadeia de valor

Empresas de sucesso controlam diretamente a maior parte ou toda a cadeia de valor (ou especificamente a fabricação e a montagem), enquanto estabelecem parcerias estreitas com empresas em outras partes da cadeia. Empresas envolvidas apenas na fabricação ou não envolvidas nas fases iniciais do projeto podem não colher todos os benefícios da modularidade e podem permanecer em subescala com baixa lucratividade.

Na construção tradicional, os incentivos podem frequentemente estar desalinhados entre os diferentes participantes, o que pode gerar ineficiências e aumentar os riscos. No entanto, se uma empresa puder atuar como parte central da cadeia de valor, isso pode ajudar a alinhar os incentivos e permitir que todos os participantes trabalhem em prol dos mesmos objetivos.

Isso também se aplica à construção modular. Uma colaboração ou integração estreita em toda a cadeia de valor pode ajudar a sincronizar processos, criar transparência, processar atualizações rapidamente e alinhar incentivos. Por exemplo, para movimentar componentes de e para o canteiro de obras com eficiência, deve haver uma ligação estreita entre construtoras, subcontratadas e empresas de logística — incluindo o aproveitamento de tecnologias digitais, desde o projeto até o desenvolvimento e a montagem.

Escala focada

Muitas deficiências recentes na construção modular estão ligadas à falta de escalabilidade focada. As empresas podem construir grandes fábricas automatizadas sem demanda suficiente para preencher as linhas de produção ou expandir para novas regiões antes de se estabelecerem em um mercado específico.

Com isso em mente, as empresas devem garantir que haja demanda suficiente e estável antes de expandir a capacidade — e levar em consideração o tempo de retorno do investimento. A construção, especialmente a modular, pode exigir muito capital, e até mesmo um único projeto abaixo do ideal pode comprometer o sucesso de uma empresa. Portanto, é importante mitigar riscos e ser criterioso ao escalar, e as empresas modulares podem construir conexões diretas com players do mercado imobiliário para criar uma demanda segura.6

Além de atender à demanda, as empresas devem garantir que seus sistemas prediais, processos construtivos e processos de fabricação funcionem em poucos projetos antes de escalar para muitos. Isso significa determinar o que significa sucesso em um único tipo de edifício ou área geográfica antes de migrar para outro; muitas vezes, eles têm características e requisitos significativamente diferentes.

 

O que isso significa para as diferentes partes interessadas?

Os benefícios da construção modular estão aumentando junto com a demanda, e os players estão se tornando maiores e mais sofisticados. Dado que o mercado modular ainda está atingindo apenas uma pequena parte do seu potencial, há uma oportunidade para vários players alcançarem o sucesso.

As partes interessadas na cadeia de valor da construção — incluindo incorporadoras, fabricantes de módulos, empreiteiras e investidores — podem tomar medidas para aumentar suas chances de sucesso. Além disso, outros participantes, como empresas de design e engenharia, produtores e distribuidores de materiais de construção, também podem considerar como atuar neste setor em rápida evolução.

Desenvolvedores

A construção modular tem o potencial de melhorar as taxas internas de retorno para as incorporadoras, proporcionando prazos de construção mais rápidos, processos mais controlados e de menor risco e, se bem executada, custos mais baixos. As incorporadoras também podem considerar como a construção modular se encaixa em seus portfólios e onde e como ela deve ser aproveitada.

Extrair os benefícios da construção modular exige uma mudança radical no planejamento, projeto e execução. Desenvolvedores que consideram a implementação modular podem incorporar práticas modulares desde o início das fases de projeto e considerar parcerias com fornecedores de módulos para obter sucesso a longo prazo.

Fabricantes modulares

O aumento da demanda e outros fatores favoráveis ​​(como custos mais baixos de automação da manufatura) estão criando oportunidades de mercado significativas e espaço para crescimento para os fabricantes. Apesar disso, é importante evitar armadilhas comuns e criar um plano sensato para expansão entre diferentes tipos de edifícios e regiões geográficas.

O controle da cadeia de valor provavelmente continuará sendo crucial para alcançar os benefícios da modularidade ao longo do processo de construção e também será importante para uma utilização estável e elevada da fábrica. Os participantes podem considerar parcerias, expansão da cadeia de valor ou novos modelos de entrada no mercado para aproveitar essa oportunidade. Por fim, a criação de um sistema de construção que sistematize os processos provavelmente será importante para colher todos os benefícios da modularidade.

Empreiteiros

Com os avanços recentes que permitem uma construção modular melhor e mais rápida, e com as empresas de fabricação de módulos expandindo-se cada vez mais internacionalmente, as empreiteiras provavelmente precisarão aprimorar seus esforços. Há uma oportunidade significativa para adotar a modularidade, e entrar nesse segmento pode proporcionar às empreiteiras uma vantagem competitiva, bem como novas oportunidades para desenvolver novas capacidades. Portanto, elas devem determinar como planejam participar da construção modular e identificar onde o setor será mais relevante para seus portfólios de projetos — por exemplo, as empreiteiras podem participar por meio de parcerias ou desenvolvendo novas capacidades internas.

Investidores

Além do potencial de mercado para a construção modular, uma série de ventos favoráveis ​​no setor pode levar a diversas oportunidades de investimento. No entanto, como o sucesso pode variar entre as oportunidades, escolher as apostas certas será de fundamental importância. Ter um profundo conhecimento do setor e dos alvos de investimento é fundamental para o sucesso. O setor modular tem enfrentado um número acima da média de falências e falências em comparação com outros setores, e pode ser um mercado desafiador de entender. Portanto, uma visão geral do setor é particularmente importante para os investidores.


A construção modular está ganhando força, com algumas empresas já obtendo sucesso. Há oportunidades crescentes para participantes em toda a cadeia de valor — não apenas incorporadoras, empreiteiras, empresas de construção modular e investidores, mas também empresas de design e engenharia, empresas de materiais de construção e distribuidoras. O grande número de empresas e abordagens modulares, bem como alguns fatores comuns que levaram algumas empresas ao fracasso, significam que é importante acertar ao ingressar ou crescer no setor.

Se bem executado, o sistema modular tem o potencial de superar muitos dos desafios que afetam negativamente a construção, bem como desafios mais amplos, como a escassez de moradias e a transição energética. Não será fácil ter sucesso, mas há oportunidades significativas para aqueles que o conseguirem

 

Sobre o(s) autor(es)

Erik Sjödin é sócio da McKinsey no escritório de Estocolmo, Shankar Chandrasekaran é sócio no escritório de Doha, Dave Dauphinais é sócio associado no escritório de Boston, Erlend Spets é sócio associado no escritório de Oslo e Omar Kaakani é sócio associado no escritório de Dubai.

Os autores gostariam de agradecer a Daniel Ahmoye, Katarzyna Iskra, Markus Myklebust, Patrick Schulze, Roberto Jimenez e Wolf Roobrouck por suas contribuições para este artigo.

 

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