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quinta-feira, 24 de outubro de 2024

1° e 2° Pesquisa Nacional do Mercado de Construção Off-Site 2023/2024

 

Segue uma pesquisa inédita do setor da Construção Civil 

Sob a chancela do ITIE - Instituto tecnológico de industrialização das Edificações , compartilho a todos esta pesquisa completa, com um agradecimento especial pela amizade de anos ao Prof. António Gilberto de Freitas, um incansável no ensino que lidera este Instituto com grande energia e perseverança.



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Acesso a Pesquisa completa 2023

JÁ ACESSOU A 1° ? ENTÃO AGORA VAMOS PARA UMA NOVA COM QUESTÕES NOVAS QUE IMPACTAM NA ESTRATEGIA DE CRESCIMENTO DESTE NOVO MERCADO

Participe da Pesquisa 2024

Esta pesquisa foi contratada pelo ITIE - Instituto de Tecnologias de Industrialização das Edificações, com o objetivo de trazer dados quantitativos do mercado da Construção Off-Site, para ajudar profissionais na tomada de decisão em seus negócios. Será a 2ª edição da Pesquisa Nacional do Mercado de Construção Off-Site.

2° 👇👇

https://cursos.imc2.com.br/pesquisa-nacional-do-mercado-de-construcao-off-site?utm_campaign=responda_a_pesquisa__sorteio&utm_medium=email&utm_source=RD+Station


RESUMOS:

Dentre todos as estatísticas podemos chegar em inúmeras analises e conclusões, mais uma coisa é certa , estamos no rumo certo e devemos seguir o fio das empresas que tem se destacado no exterior e tropicalizar as tecnicas e inovações no nosso mercado .

Focando mais na parte de Construção OFF-SITE segue um resumo:

sobre Construção Off-Site:

  • Introdução: A construção off-site é uma técnica inovadora que fabrica edificações e componentes em ambientes controlados, oferecendo soluções mais eficientes, econômicas e sustentáveis para a construção civil.

  • Objetivo do Relatório: O relatório visa explorar as oportunidades e desafios da construção off-site, destacando suas tendências e benefícios.

  • Colaboração: O estudo foi realizado pelo ITIE em parceria com a FGV Jr. Consultoria e Finanças, envolvendo diálogos com contratantes e especialistas do setor.

  • Impacto e Revolução: A construção off-site representa uma mudança de paradigma na indústria da construção, promovendo maior eficiência, sustentabilidade e qualidade nas edificações.

Essas conclusões destacam como a construção modular off-site pode transformar a indústria da construção, oferecendo soluções mais rápidas, eficientes e sustentáveis.

  1. Maior Assertividade e Redução de Erros: A construção off-site proporciona maior precisão no processo construtivo, resultando em menos erros e retrabalhos1.

  2. Economia de Tempo: Esse método acelera significativamente o cronograma das obras, podendo ser até quatro vezes mais rápido que a construção tradicional2.

  3. Sustentabilidade: A construção modular off-site consome menos energia e água, além de gerar menos desperdício de materiais devido ao controle rigoroso de resíduos e insumos2.

  4. Qualidade Superior: A produção em ambientes controlados segue padrões rigorosos, o que aumenta a qualidade dos módulos e da construção como um todo3.

  5. Desafios Culturais e Logísticos: Apesar dos benefícios, a implementação enfrenta desafios culturais e logísticos, além de preconceitos sobre a eficácia do processo

Focando na expectativa de o que ainda precisamos fazer para fortalecer este mercado de métodos construtivos modernos e inovadores :


  1. Capacitação e Treinamento: Investir em programas de capacitação para profissionais da construção civil, incluindo engenheiros, arquitetos e trabalhadores, para que possam se familiarizar com novas tecnologias e técnicas1.

  2. Divulgação e Educação: Promover campanhas de conscientização sobre os benefícios dos métodos modernos de construção, tanto para profissionais do setor quanto para o público em geral2.

  3. Incentivos Governamentais: Implementar políticas públicas que incentivem o uso de tecnologias inovadoras na construção civil, como subsídios, isenções fiscais e linhas de crédito específicas2.

  4. Parcerias e Colaborações: Estimular parcerias entre empresas de construção, universidades e centros de pesquisa para desenvolver e testar novas tecnologias e métodos construtivos3.

  5. Investimento em Tecnologia: Adotar tecnologias avançadas como BIM (Building Information Modeling), inteligência artificial e realidade aumentada para melhorar a precisão, eficiência e sustentabilidade dos projetos2.

  6. Melhoria na Logística: Desenvolver uma infraestrutura logística eficiente para facilitar o transporte e a montagem de componentes pré-fabricados, reduzindo custos e prazos de entrega3.

  7. Certificações e Normas: Criar e promover certificações e normas técnicas que garantam a qualidade e a segurança dos métodos modernos de construção1.

Implementando essas ações, o mercado de construção pode se tornar mais inovador, eficiente e sustentável, atendendo melhor às demandas atuais e futuras.


Agora que sabemos o que fazer, mãos na massa , entre neste mercado e saia do Convencional .

 ABCIC, Brasil Viável, CBIC,CMC Modular, Espaço Smart, SteelCorp Tech e ITIE 

@itie

@cbic

@abcic

@brasilviavel

@steelcorp

@cmcmodular

@espaco.smart

@abicon

#construcaooffsite

#modular

#leanconstruction

#banheiro360

#gogogomodularoffsite

@visionario_modular




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

UFRJ DESENVOLVE CONCRETO ECOLOGICO–RESIDUOS , BAGAÇOS E PLASTICOS PODEM SER USADOS

 

SEMPRE ACREDITEI QUE ISSO SERIA POSSIVEL E VIÁVEL DESTA FORMA, AGORA OS PESQUISADORES COMPROVARAM MEU PENSAMENTO.RESIDUOS , BAGAÇOS E PLASTICOS PODEM SER USADOS DANDO DESTINO CORRETO AO QUE NÃO TEM MAIS USO OU NÃO DEGRADA NA NATUREZA AGORA PODE SER VALORIZADO . Rubens Benbassat

  

Tijolo ecológico da Eco-Máquinas: segundo o pesquisador, as alternativas ecológicas ao concreto têm chamado a atenção de algumas empresas.

 

image                   

Rio de Janeiro – A Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) desenvolveu alternativas ecológicas para matérias-primas do concreto e de produtos de fibrocimento (como caixas d'água e telhas). Segundo o pesquisador Romildo Toledo, o uso de materiais tradicionais, como o cimento, a brita e o amianto, pode ser reduzido ou até completamente substituído com a utilização de fibras vegetais e materiais reciclados.

No caso do concreto, liga formada por cimento, brita (pedra) e areia, é possível reduzir o consumo de cimento em 20% a 40% com alternativas como cinza de bagaço de cana-de-açúcar, cinza de casca de arroz e resíduos da indústria cerâmica. A brita pode ser completamente substituída por materiais obtidos em demolições de construções antigas.

No caso do fibrocimento, usado na fabricação de telhas ou caixas d'água, o consumo de cimento pode ser reduzido em até 50% com o uso de alternativas ecológicas. As fibras vegetais substituem as fibras minerais tradicionais, como o amianto, que provocam danos à saúde humana. Há estudos com outros materiais como borracha de pneu usado, cinzas de esgoto sanitário ou de queima do lixo para substituir, pelo menos parcialmente, o cimento.

“Alguns tipos de concreto ecológico já estão prontos para serem repassados ao setor produtivo, mas há outros que ainda estão em fase final de desenvolvimento. São soluções que reduzem impacto na construção civil, seja por redução da emissão de gás carbônico, pelo uso de materiais naturais etc. E todas levam a resultados tão bons quanto os materiais tradicionais. Essa é uma preocupação: não ter performance inferior aos que os materiais tradicionais têm. O consumidor não vai sentir problemas de durabilidade, como a casa ou o prédio terem vida útil menor”, disse Toledo.

Segundo a Coppe, a indústria cimenteira responde por 5% a 7% das emissões mundiais de gases do efeito estufa. A produção atual de cimento corresponde a cerca de 3 bilhões de toneladas por ano, que deve triplicar em 50 anos.

Segundo o pesquisador, as alternativas ecológicas ao concreto têm chamado a atenção de algumas empresas. Na última sexta-feira (14), por exemplo, Toledo apresentou sua pesquisa a representantes de empresas de materiais de construção norte-americanas na Câmara de Comércio Americana (Amcham) do Rio de Janeiro.

FONTE: Vitor Abdala, da 

Romildo Toledo na Rio+20

 
 
Uma alternativa para a geração de renda pode estar no uso da reciclagem de resíduos na construção civil, diante da expansão das obras de infraestrutura no Brasil. O engenheiro Romildo Toledo, professor do Programa de Engenharia Civil da Coppe, falou dos projetos desenvolvidos para a substituição parcial do cimento no concreto, com cinzas agroindustriais a partir de fibras de plantas, além do reaproveitamento de resíduos de demolição e cinza de lodo de esgoto. “Depois da água, o concreto é o produto mais utilizado nas construções, reunindo brita, areia e cimento. E 5,7% das emissões de CO2, principal responsável pela mudança climática, vêm do cimento. O concreto ecológico ajuda, assim, a capturar CO2″, destacou.
Já o coordenador do Laboratório de Modelagem, Simulação e Controle de Processos do Programa de Engenharia Química da Coppe, José Carlos Pinto, falou do reaproveitamento do plástico. Lembrando que o produto é sempre apontado como vilão ambiental, ele frisou a importância do reaproveitamento: “Se o plástico pode durar 200 anos, a degradabilidade não é uma desvantagem. Ele pode ser reaproveitado e reciclado, com a química verde, com viabilidade técnica e econômica.”

http://www.planeta.coppe.ufrj.br/imprimir_artigo.php?artigo=1453

domingo, 3 de junho de 2012

Logística Reversa


Como esta é a materia mais acessada no meu Blog , peço aos leitores que queiram publicar parte ou o todo deste que identifique a fonte como eu sempre o faço.  Grato    Ruben Benbassat

Logística Reversa é o processo logístico de retirar produtos novos ou usados de seu ponto inicial na cadeia de suprimento, como devoluções de clientes, inventório excedente ou mercadoria obsoleta, e redistribuí-los usando regras de gerenciamento dos materiais que maximizem o valor dos itens no final de sua vida útil original.

Uma operação de logística reversa é consideravelmente diferente das operações normais. Deve-se estabeler pontos de recoleção para receber os bens usados do usuário final, ou remover ativos da cadeia de suprimento para que se possa atingir um uso mais eficiente do inventário / material.

Requer sistemas de embalagem e armazenagem que garantam que a maior parte do valor que ainda há no item usado não se perca por um manuseio incorreto. Também requer frequentemente de um meio de transporte que seja compatível com o sistema logístico regular. A disposição dos materiais pode incluir a devolução de bens ao inventário ou armazém, devolução de bens ao fabricante original, venda dos bens num mercado secundário, reciclagem, ou uma combinação que gere o maior valor para os bens em questão.


Fonte: Wikipedia
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Definição

Logística Reversa é um termo bastante geral. No sentido mais amplo, Logística Reversa significa o conjunto das operações relacionadas ao reuso de produtos e materiais. A gestão destas operações pode ser chamada de Gestão de Recuperação de Produtos (PRM - Product Recovery Management). PRM lida com o cuidado com os produtos e materiais depois do seu uso. Algumas destas atividades são, até certo ponto, similares às que ocorrem no caso de devoluções internas de itens defeituosos gerados por processos produtivos. No entanto, a Logística Reversa se refere a todas as atividades logísticas de recolher, desmontar e processar produtos usados, partes de produtos e/ou materiais para garantir uma recuperação sustentável (e benéfica ao meio ambiente).


A Logística Reversa lida com 5 questões báicas:


1. Quais alternativas estão disponíveis para recuperar produtos, partes de produtos e materiais?

2. Quem deve realizar as diversas atividades de recuperação?

3. Como estas atividades devem ser realizadas?

4. É possível integrar as atividades típicas da logística reversa com sistemas de distribuição e produção clássicos?

5. Quais são os custos e benefícios da logística reversa, do ponto de vista econômico e ambiental?


Porque a Logística Reversa?


Tradicionalmente, empresas de manufatura não se sentiam responsáveis por seus produtos depois do uso pelos clientes. A maior parte dos produtos usados eram jogados fora com consideráveis danos ao ambiente. Hoje em dia, consumidores e autoridades esperam que os fabricantes reduzam o lixo gerado por seus produtos. Isto aumentou a atenção com o gerenciamento de resíduos. Recentemente, devido a novas leis de gerenciamento de resíduos, a ênfase se voltou à recuperação, devido aos altos custos e impactos ambientais do descarte. As principais razões para aderir à logística reversa são:

1. leis ambientes que forçam as empresas a receber de volta seus produtos e cuidar de seu tratamento.

2. benefícios econômicos de usar produtos devolvidos no processo produtivo, ao invés de descartá-los.

3. a crescente consciência ambiental dos consumidores.

Questões Envolvidas

Distribuição

- qual é uma estrutura eficiente e efetiva para uma rede de distribuição reversa, específica para sua indústria?

- quais atividades de recuperação devem ser realizadas em cada localidade?

- como integrar a rede de distribuição reversa com a rede de distribuição original?


Planejamento de Produção e Controle de Inventário

- quais fatores complicam o planejamento e controle da produção na remanufatura de itens gerados na produção interna de peças defeituosas e na devolução de produtos usados?

- como lidamos com incertezas em relação à qualidade e quantidade de produtos devolvidos e em relação aos resultados potenciais das atividades de remanufatura, desmontagem e inspeção que devem ser realizadas com os produtos defeituosos e devolvidos?

- como compartilhamos recursos na integração de manufatura e remanufatura?

-no caso de opções de desmontagem alternativas, como devem ser escolhidas estas opções, isto é, qual política de controle é apropriada para atingir os objetivos do negócio?


Tecnologia da Informação

- qual é o valor agregado por sistemas de rastramento de produtos?

- qual é o efeito de designs de produtos diferentes e contratos alternativos?

- como podemos gerenciar a informação para reduzir a complexidade?


Economia Empresarial

- qual é a influência do design, estrutura do produto e valor agregado na recuperabilidade do produto?

- quais atividades de recuperação são adequadas para cada produto? (ou seja, quando descartar, reciclar, remanufaturar, reusar ou reparar?)

- quais são as consequências econômicas de curto, médio e longo prazos da logística reversa?

- como podemos medir parâmetros qualitativos associados à logística reversa?


Integração

- quais são as oportunidades e pressões da legislação de gestão de resíduos?

- quais são as tendências regulatórias?

- para quais indústrias a logística reversa terá maior importância?


Opções de Recuperação

Reuso direto: envolve produtos que não são reparados ou atualizados, mas são limpados e levados a um estado no qual podem ser reutilizados pelo consumidor.

Reparo: o produto é retornado ao estado funcional após seu conserto. A qualidade do produto reparado é normalmente menorque a do produto novo.

Reciclagem: o produto não mantém sua fucionalidade. O objetivo é usar parte ou a totalidade dos materiais do produto devolvido. Os materiais recuperados podem ser usados nos processos produtivos do produto original ou em outras indústrias.

"Refurbishing": o produto é atualizado para que atinja padrões de qualidade e operação similares ao produto original.


Remanufatura: os produtos são completamente desmontados e todos os módulos e partes examinados em detalhe. Peças deterioradas são consertados ou trocadas. O produto remanufaturado recebe uma avaliação de qualidade e são entregues ao produto sob condições de garantia de produto novo.


Fonte: RevLog

sexta-feira, 18 de março de 2011

Primeira casa feita com entulhos de obras do Brasil



"Só que eles perderam a oportunidade de não utilizar madeira nas portas , janelas e telhados e incluir mais itens sustentáveis, mas já é um bom começo"

Construída pelo Grupo Baram no estacionamento do parque industrial às margens da BR-116, no município de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a casa está exposta desde o início deste mês. Inovador projeto construtivo utiliza kit composto por máquina para reciclagem de entulhos e

Fonte: Assessoria de Imprensa


A primeira casa do país feita com entulhos de obras está exposta no Rio Grande do Sul, às margens da BR-116, no parque industrial do Grupo Baram, situado no município de Sapucaia do Sul, região metropolitana de Porto Alegre. A tecnologia consiste em utilizar 28,15 toneladas de entulhos de demolição de obras para a construção de um imóvel com 52m², com dois dormitórios, cozinha, sala e banheiro. O imóvel tem área superior ao construído pelo projeto do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, que varia entre 42m² e 45m², e representa uma economia de 40% no preço final, custando cerca de R$ 45 mil.
A iniciativa faz parte de um projeto do Grupo Baram, através da pioneira empresa Verbam Máquinas, que oferece kit composto por duas máquinas: uma para reciclagem de entulhos e sobras de concreto e outra para a fabricação de tijolos e blocos. Com essa nova tecnologia, o Grupo, que já é líder nacional na fabricação de andaimes, inova mais uma vez ao apontar uma solução ecologicamente correta para as milhares de toneladas de entulhos que são produzidas todos os dias no país.

Com 23,05 toneladas de entulhos de demolição de obras é possível fabricar 8.640 tijolos, necessários para a construção da casa. Este tijolo produzido pelo Grupo Baram é duplamente ecológico porque não usa combustão em seu processo de fabricação e é feito exclusivamente de resíduos da construção e demolição (RCD). Dentre os benefícios que esse inovador projeto construtivo pode trazer para o meio ambiente está a diminuição de CO2 na atmosfera. Só para se ter uma ideia, se essa mesma casa fosse construída pelo método tradicional, hoje adotado pela indústria da construção civil, seriam usados, conforme dados do Ministério de Minas e Energia, 3.996kg de CO2 somente para a produção de tijolos vermelhos. Isso significa que seriam necessárias 21 árvores para consumir toda essa carga de CO2.
Além de ecologicamente correto, o tijolo feito exclusivamente com agregados, nome que se dá aos restos de obras depois que estes passam pela máquina de reciclagem de entulhos e sobras de concreto, é três vezes mais resistente do que o tijolo tradicional, apresentando 7,5 MPA, unidade usada para medir o grau de resistência.
Outra vantagem do projeto do Grupo Baram é o aproveitamento de entulhos de obras em todas as etapas da construção. Para fazer o radier, contrapiso, com 8m (largura) X 6,5m de comprimento, por exemplo, são necessárias 5,10 toneladas de agregados. Outro destaque dessa inovação construtiva é a massa para assentamento dos tijolos que está sendo usada, que é 100% ecológica, feita com resíduos minerais e que dispensa a utilização de areia e cimento, também produzida pela VerbamFix, uma das marcas do Grupo.
Atualmente, em capitais como São Paulo e Porto Alegre, são jogados no lixo diariamente 1,8 mil e 242 toneladas a cada hora de entulhos de obras respectivamente. Os dados foram apurados pelo Departamento de Saneamento e Meio Ambiente da Faculdade de Engenharia de São Paulo.
Com esses volumes, seria possível construir 334 casas por dia em São Paulo e 85 residências por dia em Porto Alegre.
fonte:Revista Grandes Construções


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Reciclagem na construção civil nº5. Equipamentos existem, mas ainda falta vontade empresarial. Apliquem a Logística reversa .

 

Revista  - GRANDES CONSTRUÇÕES

O setor da Construção Civil tem demonstrado uma crescente preocupação com a geração e destinação dos resíduos que produz. Promover a reciclagem de parte desse material passou a ser um forte desafio, exigindo soluções criativas e viáveis financeiramente. Implementar programas de redução de resíduos exige ainda uma mudança de cultura, já que é uma preocupação relativamente recente. Nesse contexto, a indústria tem feito sua parte, oferecendo soluções ao mercado?

Guilherme Zurita, gerente Comercial da Divisão de Concreto da Liebherr, acredita que sim. Ele reconhece que a reciclagem e o reúso dos resíduos da construção, notadamente do concreto, é uma tendência irreversível em todo o mundo, que tende a crescer no Brasil. “Constatamos que os nossos clientes têm problemas com os resíduos do concreto. E nós, enquanto fabricantes de equipamentos que produzem concreto, conhecemos bem os problemas e assumimos nossa responsabilidade na geração de soluções.

Ele explica que, na prática, os maiores problemas estão relacionados aos resíduos que voltam dentro do caminhão betoneira das concreteiras. “No passado, se jogava esse resíduo em qualquer lugar. O concreto era descartado em uma vala em qualquer ponto da cidade. A betoneira era lavada na obra e aquela água era descartada sem qualquer tratamento. Hoje, com a crescente preocupação com a preservação do meio ambiente, não se pode mais fazer isso. E o resultado é que todo esse resíduo do concreto está voltando para a concreteira, gerando um grande problema para essas empresas”, conta Zurita.

O problema se estende à água usada na fabricação do concreto e na limpeza dos equipamentos. “Para limpar os equipamentos da fábrica ou os caminhões betoneiras que voltam de uma obra com resíduo de concreto é preciso muita água. Após a lavagem, essa água fica carregada de resíduos finos. O que fazer com ela? Para evitar o descarte irresponsável, as concreteiras tentam, cada uma ao seu modo, tratar seus rejeitos. A forma mais utilizada são os tanques de decantação, que exigem grandes espaços na planta de fabricação do concreto, resultando em elevados custos. Há ainda quem opte por descartar esses resíduos em aterros sanitários, o que não pode ser considerada uma solução eficaz e de longo prazo. A nossa proposta é reutilizá-la, dentro de um circuito fechado, na fabricação do concreto, de forma a não poluir o meio ambiente”, conclui Zurita.

Para o gerente da Liebherr, reaproveitar os resíduos, além de evitar a poluição ambiental, pode resultar em redução de custos na fabricação do concreto, que se tornam atrativos interessantes para as concreteiras. “O cliente deixa de perder dinheiro guardando resíduos em sua planta, usando esse espaço para área para manobra ou fluxo de caminhões, por exemplo. Além disso, ele economiza nos custos do transporte para o descarte desse material, que passa a ser reaproveitado. A concreteira pode refaturar o material que já foi faturado. Se o resíduo volta dentro do balão da betoneira, em princípio ele é um concreto que já foi pago. Se o cliente reutiliza esse material, ele está gerando recursos”, calcula.

Soluções Liebherr
A Liebherr  oferece ao mercado brasileiro duas opções em equipamentos de reciclagem. Uma delas é o LRS, do tipo parafuso, caracterizado por sua construção compacta. Trata-se de uma máquina dotada de um casco e um “parafuso”, no seu interior, que separa os sólidos grossos dos sólidos finos, que ficam no líquido. Essa aplicação é mais utilizada para o concreto e é a mais standard. O LRS 608 tem capacidade é 17 m3 por hora, enquanto o LRS 708 tem capacidade para  22 m3 por hora.

Outra opção é o LRT, cujo casco não é um cilindro, mas um tambor. Esse reciclador é mais usado para argamassa ou para grandes quantidades de caminhões, superiores a 20 caminhões na planta dos equipamentos anteriores: 20 m3 por hora. “Como ele tem uma cuba mais volumosa, ele demora um pouco mais para levar os sólidos para cima e diminui um pouco seu output”, explica Zurita.

Como o LRS é fabricado na unidade de Guaratinguetá (SP), seu custo de aquisição é menor que o do LRT, que é importado. Além disso, o cliente pode optar pelo financiamento via Finame/BNDES, com condições muito mais atraentes.

Além de vender os equipamentos, a Liebherr oferece aos clientes a sua instalação, o treinamento da mão de obra e o monitoramente permanente, voltando à planta em períodos regulares, para ver se tudo funciona bem.

“Cada instalação tem suas características próprias. O que nós gostamos de fazer é analisar a planta do cliente e oferecer a solução de acordo com aquele layout, analisando a proposta junto com o cliente", diz  Zurita.

Ele assegura que o processo de reutilização e reciclagem é vantajoso financeiramente para a empresa, sem falar nos ganhos para a sua imagem, já que ela passa a ser reconhecida pela sociedade como uma empresa ambientalmente responsável. “Tomando por base um reciclador da Liebherr, por exemplo, se o cliente tem uma taxa de retorno de concreto de 2,5% a 3%, ele amortiza todo o investimento das instalações de reciclagem entre 24 e 30 meses”, calcula.

Mas os índices vão variar de acordo com a empresa, com volume do material reutilizado etc. O segredo é que o que volta para a planta seja igual ao que sai dela. Quanto maior o retorno do concreto, mais rápido se consegue amortizar os investimentos com os sistemas de reciclagem”, afirma Guilherme Zurita.

Reciclando o material de demolição
Na outa ponta do processo está a reutilização do material decorrente da demolição e reaproveitamento do material decorrente dessas operações.  Atenta a essa demanda, a Divisão de Desmontes Técnicos da Craft Engenharia, com larga experiência no desenvolvimento de técnicas e equipamentos para demolições especializadas, está investindo em maquinário e equipamentos de última geração, dedicados à destinação de resíduos de acordo com as normas do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente. Exemplo disso é o reciclador móvel de resíduos, que processa concreto armado ou rocha no próprio canteiro de obra. O equipamento tem capacidade para processar 200 t de concreto armado/hora, transformando-as em agregado reciclado no próprio canteiro de obra.

O reciclador trabalha em conjunto com um crusher hidráulico, máquina que demole o concreto e corta as ferragens simultaneamente. O resultado é um material com características assemelhantes às da brita, que pode ser reutilizado na própria obra para aterros, reforço de subleito e construção de sub-base de pavimentação, por exemplo. A economia para o construtor vai mais além, uma vez que se elimina o custo de transporte do entulho para as áreas de descarte. Outra vantagem do equipamento é a sua agilidade, já que não exige nenhum tipo de montagem especial, podendo ser movido, colocado ou retirado do canteiro de obra em qualquer momento, oferecendo portanto o benefício de ser utilizado em obras das mais diversas dimensões.

Três “Rs”
A Craft Engenharia oferece ao mercado serviço completo de descarte de resíduos, de acordo com as disposições do Conama e conforme a teoria dos três “Rs”: Reciclar, Reutilizar e Reduzir. Assim, todo o material é separado e o que é passível de reciclagem, tal como ferro, vidro, cobre, alumínio e outros, encaminhado para esta finalidade. Madeira, portas, janelas e o que mais for possível ser reaproveitado é vendido para posterior reutilização. Todos esses procedimentos significam redução do desperdício. “Um dos maiores problemas que era o descarte do concreto, hoje está solucionado através da utilização de nossos recicladores”, comenta o engenheiro Carlos Henrique Navaes, gerente de Divisão de Desmontes Técnicos da Craft Engenharia.

A Craft também conta com um reciclador estacionário, criado por seus próprios técnicos.

Todos esses serviços, combinados, proporcionam às construtoras maior agilidade. Um exemplo é a recuperação e entrega, ao estado do Rio de Janeiro, de um trecho de 37 m da Linha Vermelha – elevado que liga as zonas norte e sul da cidade – destruído por um incêndio, adiantando em 15 dias em relação ao prazo exigido em contrato