sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Fundações com processo mais sustentável – Polímeros sintéticos substituem lama bentonítica em estabilização de solo.

2 BONS EXEMPLOS

Polímeros sintéticos substituem lama bentonítica em estabilização de solo

A Odebrecht Realizações Imobiliárias utilizou, pela primeira vez, polímeros sintéticos durante os processos de estabilização do solo e escavação nas obras de uma torre comercial em São Paulo. Lançado recentemente no Brasil pelo Grupo Brasfond em parceria com a empresa portuguesa Ground Engineering Operations (GEO), o material substitui a lama bentonítica convencional. "O polímero biodegradável é um material sintético que funciona como uma 'rede de pesca', com capacidade de segurar a terra enquanto as máquinas trabalham na escavação do terreno" explica Marcelo Valadão, gerente de engenharia da Odebrecht Realizações Imobiliárias. Segundo o engenheiro, tecnicamente o polímero e a lama bentonítica têm a mesma função. Mas do ponto de vista da sustentabilidade, a lama, devido a sua característica plastificante, pode provocar a impermeabilidade do solo, o que não acontece com o polímero. "Após a escavação, o polímero, por ser biodegradável, vira uma espécie de 'sal', que é incorporado ao terreno sem causar nenhum dano", afirma Valadão. Com relação ao preço, o engenheiro afirma que o material biodegradável é mais caro, mas o custo pode ser compensado pela redução do valor do descarte, necessário no caso da lama bentonítica. "O descarte em si da lama bentonítica, por ser um material muito expansivo e gelatinoso, já é bem complicado. Além disso, o produto tem de ser encaminhado para aterros adequados. Nos grandes centros urbanos, como São Paulo, esses locais estão cada vez mais distantes e a preços bem elevados", diz Valadão.

fonte:revista Techne image

fonte: revista Tapume Nov-Dez - 09

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