domingo, 4 de dezembro de 2011

CITY HOME - MIT

 

CityHome

http://cp.media.mit.edu/

Breve projeto

Demonstramos como a CityHome, que tem uma pegada muito pequena (840 metros quadrados), pode funcionar como um apartamento de dois a três vezes esse tamanho. Isto é conseguido através de um sistema de parede transformáveis ​​que integra mobiliário, equipamentos de armazenamento, exercício, iluminação, equipamentos de escritório e sistemas de entretenimento. Um possível cenário para o CityHome é onde o quarto se transforma em um ginásio em casa, a sala para um espaço de jantar para 14 pessoas, uma suíte para quatro pessoas, dois espaços de escritório separado mais um espaço de encontro, ou um espaço aberto para sotão uma grande festa. Finalmente, a cozinha pode ser aberta para o espaço de vida, ou fechado para ser usado como uma cozinha. Cada ocupante se engaja em um processo para personalizar o design precisa das unidades de parede de acordo com suas atividades e requisitos únicos.

cityhome

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=9S7TyxSq1L8#t=8s

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CAS4: a casa pré-fabricada sustentável da Argentina

Casa-prefabricada-argentina-1

Apresentada na última edição do evento Casa FOA, a CAS4 é uma casa pré-fabricada projetada para causar o menor impacto possível no meio ambiente.

Sua estrutura é composta por unidades modulares de ferro com revestimento em madeira, que permitem variações de tamanho e disposição. Os módulos possuem isolamento térmico, são transportados em partes e montados em curto espaço de tempo no terreno escolhido.

Utilizando conceitos de arquitetura bioclimática, a casa é projetada consumir a menor quantidade de energia possível.

Casa-prefabricada-argentina-2

A fachada da casa é voltada para o norte para aproveitar ao máximo a incidência do sol e conta com ventilação cruzada. O teto inclinado reduz o aquecimento na fachada e melhora a captação dos raios solares nos painéis fotovoltaicos. Durante o inverno, os painéis de vidro criam um efeito-estufa, elevando a temperatura interna.

Graças ao tanque térmico solar, a água é aquecida com energia renovável; canaletas coletam a água da chuva, que pode ser reutilizada nas descargas dos sanitários, na irrigação e na limpeza da residência. Isso permite uma economia de energia de 40% em relação à instalação normal, já que não é preciso incluir um sistema de bombeamento para sua distribuição.

Casa-prefabricada-argentina-3

Casa-prefabricada-argentina-4

Dependendo do local do terreno, a casa pode ser abastecida com energia solar, eólica, pela rede elétrica ou por um sistema híbrido que combine todas as opções.

Seus criadores também propõem a instalação de uma horta biodinâmica, com um calendário de cultivos. A empresa que a comercializa promete quatro visitas de assessoria anuais para orientar os proprietários. 

Casa-prefabricada-argentina-5

Casa-prefabricada-argentina-6

O projeto foi criado por um grupo de empreendedores, os designers Gaby Abentin e Pablo Sanzi, a floricultora Mercedes Molina, a produtora Roxana Herrero e a desenhista industrial Lara Di Leva.

Por que as casas pré-fabricadas são sustentáveis? Geralmente, porque têm um custo mais acessível, produzem menos lixo durante o processo de construção e levam menos tempo para serem edificadas. E como podem ser desmontadas e transportadas ao final de sua vida útil, também tendem a gerar menos desperdício. Entretanto, como a forma de produção define se um produto é sustentável ou não,  o nível de responsabilidade ambiental de uma casa pré-fabricada também depende dos materiais utilizados no projeto e na construção.

A CAS4 mostra como uma pré-fabricada pode ser sustentável em vários aspectos. O que você achou desse projeto?

Por Paula Alvarado, Buenos Aires

sábado, 3 de setembro de 2011

“O concreto é o material industrial mais consumido pelo homem”

ABCIC DEBATE TECNOLOGIA DE PONTA E SUSTENTABILIDADE

TEXTURACONCRETO_thumb6

Enio Pazini Figueiredo e Paulo Helene. “O concreto é o material industrial mais consumido pelo homem”, informou Helene. Para ele, o melhor caminho para o desenvolvimento sustentado da indústria do concreto é o da consciência de que é necessário caminhar, permanentemente, em direção a alternativas mais sustentáveis do que as utilizadas atualmente, vislumbrando-se as seguintes principais opções, perfeitamente alinhadas com o ambiente industrial que é bastante favorável à racionalização:
• Reduzir o consumo de recursos naturais, de energia e o volume de emissão de gases estufa para a fabricação das matérias-primas das estruturas de concreto. Ou seja, trabalhar no cimento, nos agregados, na água, nos aditivos, na fabricação das armaduras (aço) e no consumo de madeira ou chapas de aço para fôrmas;
• Empregar agregados reciclados na produção dos concretos;
• Empregar concretos de alta resistência e de vida útil elevada;
• Empregar concretos auto-adensáveis de alto desempenho;
Entre os dados apresentados, extraídos de um relatório do Reino Unido (2010), merece destaque a produção de resíduos: enquanto o concreto pré-moldado gera 5kg de resíduos por tonelada produzida, o concreto produzido em central gera 10 kg/t e o concreto produzido no próprio canteiro 40kg/t. Essa informação, aliada a outros aspectos de preservação ambiental, como o consumo de recursos naturais e emissões de CO2, foram destaque na palestra de Helene, reforçando a necessidade de rever conceitos de especificação e projeto, afim de que se produzam obras sustentáveis também no sentido estético, funcionais e de vida útil cada vez mais elevada.

Eng. Paulo Helene, Prof. Titular , Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e Diretor da PHD Engenharia Ltda.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Um real por cem mil toneladas de escombros

Empresa arremata sozinha entulho da demolição de prédio da UFRJ cuja remoção custa R$ 2,3 milhões

britex

Quanto você pagaria por uma pilha de cem mil toneladas de concreto e ferros retorcidos? A empresa paulistana de reciclagem Britex Soluções Ambientais pagou R$ 1. Ela arrematou, sem concorrência e pelo valor mínimo, todo o entulho resultante da demolição, ocorrida em dezembro de 2010, do "perna seca", prédio anexo do Hospital do Fundão. A decisão saiu quarta..feira. Agora, a empresa, que reciclará o material, tentará vendê-lo por um valor superior a R$ 2,3 milhões custo da retirada do entulho da universidade. Os executivos não falam em valores, mas têm a convicção de que ainda conseguirão ter lucro ao fim da operação.

O material, que seria depositado em aterros, vai para a construção civil Mas os alunos do Fundão precisam ter paciência: o entulho só deve acabar de ser retirado em quatro meses. A UFR.I sai ganhando. Além de se livrar de um problema ambiental, a universidade gastaria, segundo o vice-prefeito da instituição, Paulo Mario Ripper, cerca R$ 8.5 milhões para mandar tudo para um aterro.

- Este é um trabalho pioneiro e queremos difundi-lono Estado do Rio, discutir alternativas ecológicas. Estamos economizando milhões e ainda apoiando a reciclagem de resíduos da construção civil, que crescem a cada dia ressalta Ripper, garantindo que o hospital não sofrerá com barulho e com a poeira. Fizemos todos os estudos para evitar problemas.

Frederico Gonzalez, sócio proprietário da Britex, acredita que em quatro meses o trabalho esteja concluído.

- Vamos começar a retirar o material no dia 5 de setembro. Pelo edital, eu tenho atë seis meses para acabar o serviço diz Gonzalez.

Para ele, apesar do valor simbólico, o material arrematado é de alta qualidade:

- Temos certeza de que conseguiremos vender o produto reciclado para a construção civil. Em São Paulo, eu negocio o material reciclado com facilidade, porque é mais barato. Aqui, este comércio ainda está engatinhando.

Um projeto de lei que propõe incentivos fiscais para os reciclados de resíduos de demolições está para ser votado na Assembleia Legislativa do Rio. O autor do projeto, o ex-deputado e atual secretário do Ambiente do Rio, Carlos Minc, explica que o objetivo é incentivar a compra, por grandes empreiteiras, do entulho reciciado. Mais de dez mil toneladas por dia são geradas no estado.

- Todas as soluções ecológicas precisam ter um viés econômico. Tirar os impostos do entulho e do material da construção civii é um avanço. Quem retira material do chão para fazer insumo tem que ser beneficiado. A proposta é exonerar do ICMS o reciclado por dez, 20 anos afirma Carlos Minc.

Usina será montada em São João de Meriti

O secretário deve anunciar em breve o programa Entulho Limpo da Baixada. Serão investidos R$ 9 milhões do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). Uma usina de trituração de entulho será montada em São João de Meriti.

- O entulho acaba sendo jogado em rios e prejudica as ações de dragagem que fazemos no Sarapuí e no Iguaçu. O programacriaraum novo mercado de reaproveitamento desse material.

Jornal O Globo/BR 27/08/2011

sábado, 23 de julho de 2011

PULSE3AM–Essential home

Sistema modular com ventilação sobre o forro , paineis montaveis e telhado com balanço e estrutura espacial modulada.

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Composito com Madeira–USP Inovação

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RESPOSTA TÉCNICA
Título
Compósito com madeira
Resumo
Informação compósitos não convencionas feitos com madeira.
Palavras-chave
Compósitos; madeira; compósitos
Assunto
Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada e aglomerada.
Demanda
Quero fabricar compósitos não convencionais feitos com madeira e gostaria de saber quais
materiais utilizar como: aglutinantes, mas não quero utilizar resinas tradicionais.
Solução apresentada
Segue, abaixo uma pesquisa que utilizou materiais reciclados para a produção de compósitos
plástico-madeira ou WPC (wood-plastic composites). A madeira utilizada na forma de pó e a
serragem foram misturadas ao polietileno de baixa densidade - PEBD reciclado em uma extrusora
monorrosca de 75 mm de diâmetro. Foram testadas formulações com 10%, 20%, 40% e 50% (em
peso) de madeira. O teor de umidade inicial da madeira foi de 5,16% para o pó e 7,32% para a
serragem. O conjunto de temperaturas da extrusora variou de 135ºC a 150ºC. Os resultados
mostraram que a produção dos compósitos foi possível para as formulações com até 20% de
madeira. Palavras-chave: compósitos plástico-madeira, WPC, resíduos de madeira, reciclagem de
autoria de Fábio Minoru Yamaji e Arnaud Bonduelle:
INTRODUÇÃO
No setor madeireiro, a grande quantidade de resíduos gerados sempre foi motivo para
preocupações. Dentre esses, o pó da lixa e a serragem merecem especial atenção por serem
materiais de baixa densidade, exigindo maior espaço para a estocagem, além de serem materiais
altamente combustíveis. Atualmente, cada vez mais os resíduos vêm despertando o interesse de
pesquisadores e empresários, principalmente para verificar as possibilidades de reutilização desses
materiais.
Uma das alternativas para os resíduos da indústria madeireira é a utilização na produção de
compósito plástico-madeira. O compósito plástico-madeira ou WPC (wood- plastic composites) está
se tornando o material mais importante dentro do processo da reciclagem.
Uma definição bem simples para o compósito plástico-madeira é dada por Koenig e Sypkens
(2002). Segundo os autores, o compósito plástico-madeira é uma mistura de pó de madeira com
algum tipo de resina plástica.
O uso dos compósitos plástico-madeira está crescendo rapidamente. Isso se deve às vantagens
desse produto em relação à madeira, como não rachar, não empenar e exigir pouca ou nenhuma
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3
Koenig e Sypkens (2002) apresentam alguns pontos básicos para o processamento dos compósitos
plástico-madeira:
a) sempre manter as temperaturas do processo o mais baixo possível. Temperaturas abaixo de
200ºC são recomendadas para evitar a degradação da madeira. Sempre permitir adequada
saída de gases. A umidade resultante do processo de extrusão precisa ter uma saída da
extrusora; b) quanto mais uniforme a mistura, menor poderá ser a temperatura do processo; c)
extrusoras com rosca dupla são mais adequadas à mistura do que extrusoras com rosca
simples.
b) quanto mais uniforme a mistura, menor poderá ser a temperatura do processo;
c) extrusoras com rosca dupla são mais adequadas à mistura do que extrusoras com rosca
simples.
Koenig e Sypkens (2002) afirmam que as pesquisas com os compósitos plástico-madeira estão
buscando formulações para conseguir cada vez mais uma maior proximidade estética com a
madeira.
De acordo com Stark (2001), os compósitos plástico-madeira estão sendo examinados também
para aplicações estruturais e em usos externos em condições adversas.
Devido à incompatibilidade da madeira, material polar, com as poliolefinas (PP, PE), materiais
apolares, é necessário promover a adesão na interface plástico-madeira no compósito para que o
produto apresente boas propriedades mecânicas. Em geral é utilizado um compatibilizante
polimérico para fazer a modificação superficial da madeira (fibra) ou da matriz plástica para
efetivamente haver um reforço da matriz polimérica.
Conforme avança as pesquisas, melhora a performance dos compósitos plástico-madeira. No futuro
deverá ser desenvolvido um produto que atenda a funções estruturais (English, 2002.
METODOLOGIA
Materiais
As matérias-primas utilizadas neste estudo para a produção de compósitos plástico-madeira foram
madeira e plástico reciclados. Não foi empregado nenhum tipo de aditivo.
A madeira utilizada nos testes foi os resíduos gerados por uma indústria de compensados
localizada na região de Curitiba-PR. A indústria processa apenas folhosas oriundas da região Norte
do Brasil. As espécies mais utilizadas são a copaíba (Copaifera sp) e a a mescla (Protium
heptaphyllum). A densidade das espécies varia entre 0,60 e 0,7 g/cm3. Os resíduos utilizados
foram o pó da lixadeira - calibradora e a serragem da esquadrejadeira. Esses materiais já passaram
por um processo de produção e apresentam um teor de umidade menor que 8%, que pode ser
considerado um valor baixo para a madeira. Assim sendo, os resíduos foram utilizados na produção
dos compósitos sem nenhum processo de secagem.
O polímero utilizado foi o polietileno de baixa densidade (PEBD) reciclado. O material foi fornecido
pela Indústria Roguiplast. A empresa trabalha com reciclagem e produção de tubos e mangueiras
de polietileno de baixa densidade (PEBD).
Os testes para a produção dos compósitos plástico-madeira foram realizados nas Indústrias
Roguiplast, localizada no município de Bauru-SP. Para o processamento foram utilizados os
equipamentos convencionais de uma recuperadora de plástico, sem nenhum tipo de modificação
nos equipamentos.
Embora Koenig e Sypkens (2002) recomendem o uso da extrusora de rosca dupla para o
processamento dos compósitos plástico-madeira, a extrusora utilizada neste estudo foi do tipo
monorrosca, por ser o equipamento mais comumente encontrado nas indústrias de plástico. A
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extrusora utilizada foi to tipo monorrosca de 75 mm, sem sistema de degasagem.
Para a produção dos compósitos plástico-madeira foram programadas 4 formulações para cada um
dos dois tipos de resíduo (pó e serragem), resultando num total de 8 formulações (ver tabela 1).
Tabela 1: Formulações programadas
Formulações % em peso
Pó (lixadeira) + PEBD Serragem + PEBD
1 10 90 10 90
2 20 80 20 80
3 40 60 40 60
4 50 50 50 50
Fonte: http://calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/floresta/article/viewFile/2375/1984
Cada formulação (madeira + PEBD) foi preparada e misturada previamente para, então, ser
colocada na extrusora. O ajuste da extrusora para processar os compósitos plástico-madeira foi
feito nas mesmas condições utilizadas pela empresa para processar o PEBD (polietileno de baixa
densidade) sem nenhum tipo de mistura (100% plástico). O ajuste das temperaturas nas cinco
zonas de aquecimento ficou entre 135ºC e 150ºC. A temperatura da água para resfriamento do
espaguete era de 20ºC.
Sugere-se a leitura da pesquisa onde há informações adicionais não citadas nesta RT.
FORNECEDOR DO PÓ DE MADEIRA:
Braskem
Avenida das Nações Unidas, 4777
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São Paulo - SP
Telefone: (11) 3443-9999
Site: <http://www.braskem.com.br/site/portal_braskem/pt/home/home.aspx>
Conclusões e recomendações
De acordo com o Professor Hélio Wiebeck, da Universidade de São Paulo, pode-se preparar um
produto de madeira com resíduos de plástico iniciando-se com uma formulação básica para testes
até que se obtenha uma formulação de acordo com os objetivos a que se destina, com qualidade e
garantia de bom atendimento.
Segue abaixo uma formulação:
Matéria-prima Percentual
Farinha de Madeira 30%
Polipropileno 70%
O Professor Hélio explica que o processo:
- Por meio de extrusora, trabalha o grão;
- em seguida prensa ou injeta, de acordo com o produto idealizado.
É importante ressaltar que o processo de desenvolvimento de produtos requer os conhecimentos e
a participação de um engenheiro da área, laboratórios para testes e matérias-primas de qualidade
comprovada.
Fontes consultadas
UTILIZAÇÃO DA SERRAGEM NA PRODUÇÃO DE COMPÓSITOS PLÁSTICO-MADEIRA
YAMAJI, F. M.; Bonduelle, A.
WIEBECK, H. Prof. Dr. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, USP.
Telefone: (11) 3091-2221.
Elaborado por
Magda das Graças Costa
Nome da Instituição respondente
USP/DT (Agência USP de Inovação / Disque-Tecnologia)
Data de finalização
13 ago 2007

sábado, 28 de maio de 2011

Eólicas - viva a Natureza

 

 

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Por dentro do Skystream
Skystream Inside

 

Edifício Eólis, Porto Alegre/RS

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Asfalto poroso absorve água e reduz riscos de enchentes.

Ana Carolina Athanásio / Agência USP

asfalto

Pavimentos porosos desenvolvidos pela Escola Politécnica (Poli) da USP são capazes de absorver com facilidade e rapidez a água da chuva e podem ajudar a reduzir os impactos das enchentes. Segundo o professor e coordenador da pesquisa José Rodolfo Scarati Martins, “os pavimentos funcionam como se fossem areia da praia e permitem que as águas cheguem aos rios e córregos com a metade da velocidade”.
Um experimento da pesquisa contendo os dois tipos de pavimento – um feito com placas de concreto e outro com asfalto comum misturado a aditivos – foi desenvolvido em um dos estacionamentos da Poli e conseguiu reter praticamente 100% das águas das chuvas dos meses de janeiro e fevereiro deste ano. O diferencial dos pavimentos porosos desenvolvidos pela Poli em relação aos já existentes deve-se ao fato de possuir uma base de pedras de 35 centímetros, a qual é responsável por reter a água por algumas horas e diminuir a probabilidade de enchentes no local.
“A impermeabilidade do asfalto comum é uma das grandes vilãs do meio ambiente urbano, pois não permite que a água seja absorvida pela terra e ajuda a causar as enchentes. Os pavimentos que desenvolvemos são diferentes, pois são capazes de devolver parte da permeabilidade ao solo e consegue absorver a água com muita rapidez”, explica Martins.
A diferença entre os dois tipos de pavimentos está na superfície – um é feito com concreto e outro com asfalto comum. “Mesmo com pequenas diferenças entre eles, ambos retém porcentagem grande de água se comparados ao asfalto convencional e funcionam de maneira muito eficaz”, salienta o pesquisador.
Um dos pavimentos porosos desenvolvido na Poli é uma mistura entre o concreto asfáltico comum e vários aditivos que permitem que sejam mantidos espaços, como poros, na superfície. Dessa maneira, a água proveniente das chuvas é absorvida por esses poros e acabam sendo retidas, por algumas horas, entre as pedras que constituem a base.
Como parte do experimento, há ao lado do estacionamento feito com o asfalto poroso um espaço, como se fosse uma caixa d’água, que recebe toda a água retida na base de pedras. “Toda a água absorvida pelo asfalto tem como destino esse local. Com isso, podemos monitorar desde a quantidade de chuva até a capacidade de retenção do pavimento”, explica.
Segundo Martins, o pavimento poroso custa 20% a mais do que o asfalto convencional , mas com sua implantação em larga escala esse preço diminuiria. “O valor que temos relaciona-se ao experimento. Quando pensamos no uso do asfalto poroso em cidades grandes como São Paulo o custo cai muito, pois seria produzido em quantidade muito maior e, consequentemente, baratearia a produção e a manutenção”, diz.
Projetos futuros
Desenvolvida com o apoio da USP e da Prefeitura Municipal de São Paulo, a pesquisa teve início em 2006 e pretende ampliar o experimento para fora do campus. “Hoje sabemos que o pavimento funciona muito bem em estacionamentos e já poderia ser implantado em shoppings e locais semelhantes. Futuramente, pretendemos fazer o mesmo tipo de experimento em ruas de tráfego leve em áreas residenciais para observarmos se o asfalto poroso funcionará da mesma forma”, diz o pesquisador.
Além disso, o grupo de pesquisa coordenado pelo professor pretende avaliar o tempo de desgaste do asfalto e a qualidade da água retida na base de pedras do pavimento. “É importante sabermos como é essa água, se ela contém algum contaminante e se pode ser infiltrada no terreno. Caso não haja nenhum aspecto negativo em relação aos contaminantes, é possível que, além de ajudar a cidade a combater as enchentes, possamos reutilizar a água da chuva para limpeza de vias públicas, por exemplo”, enfatiza Martins.
Mais informações: email jose.scarati@poli.usp.br  com o pesquisador José Rodolfo Scarati Martins

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Concrete Brazil ou melhor “ Concreto du Brazil”

TEXTURACONCRETO
 
O Brasil sempre foi um dos grande especialistas em destaque em concreto armado e somos muito respeitados por isso mundialmente, mas a cada dia temos  demostrado ainda mais com aplicação de métodos construtivos  inovadores principalmente em paredes de concreto , premoldado e prefabricado em grande quantidade.
Estamos vivenciando nos últimos anos uma febre crescente de aplicação de novos métodos construtivos que utilizam como principal material o concreto armado em novas aplicações .
Ha pelo menos a 6 anos , quando então fomos trazer as tecnicas utilizadas em  nossos vizinhos da America do Sul, quem planejasse uma obra  utilizando uma parede toda de concreto, que não fosse somente para um pilar seria taxado de careiro e constestado do porque não utilizar blocos que tem menor custo.Mas o tempo tem nos mostrado que com a escassez de mão de obra cada dia mais evidente a indicação que temos que ser cada vez mais pratico e rápido na execução de nossas obras.
Mas além disso a terminalidade e a queima de etapas são as estratégias mais  inteligentes na busca do objetivo do menos custo , prazo e qualidade.
Motivado pela certificação do SINAT (Sistema Nacional de Avaliações Técnicas ) para emissão de varios DATec ( Documento de Avaliação Técnica ) que foram criados a pouco mais de um ano, resolvi fazer um resumo das certificações já publicadas no sentido de difundir mais as novas técnicas que tem impulsionados muitas construtoras brasileiras na busca da redução do deficit habitacional brasileiro.

datecNN_thumb



CONCRETE BRAZIL

Brazil has always been one of the great experts highlighted in concrete and we are very respected in this world, but every day we have demonstrated further with the application of innovative construction methods primarily in concrete walls, premold and precast in large quantities.
We are experiencing a fever in recent years increasing application of new construction methods as the main material using reinforced concrete in new applications.
There are at least six years, then when we bring the techniques used in our South American neighbors, who planned to work a whole using a concrete wall, which was not only a cornerstone of career and would be taxed because the disputed use is not blocks that have lower cost. But time has shown us that the shortage of labor each day more obvious indication that we have to be more practical and rapid execution of our works.
But in addition to terminal and firing steps are the most intelligent strategies in pursuit of the goal of least cost, schedule and quality.
Motivated by the certification SINAT (National Assessment Techniques) to issue several Datec (Technical Assessment Document) that was created just over a year, I decided to make a summary of already published certifications in order to further develop new techniques that Brazil has driven many builders in the pursuit of the Brazilian housing deficit reduction.

terça-feira, 5 de abril de 2011

As 50 Empresas do Bem

66.jpg
Um dos maiores desafios do Brasil, a gestão de resíduos virou lei. Conheça algumas companhias que saíram na frente e criaram projetos que aliam sustentabilidade econômica e social
Por Rosenildo Gomes Ferreira



http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/53459_AS+50+EMPRESAS+DO+BEM

sexta-feira, 18 de março de 2011

Primeira casa feita com entulhos de obras do Brasil



"Só que eles perderam a oportunidade de não utilizar madeira nas portas , janelas e telhados e incluir mais itens sustentáveis, mas já é um bom começo"

Construída pelo Grupo Baram no estacionamento do parque industrial às margens da BR-116, no município de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a casa está exposta desde o início deste mês. Inovador projeto construtivo utiliza kit composto por máquina para reciclagem de entulhos e

Fonte: Assessoria de Imprensa


A primeira casa do país feita com entulhos de obras está exposta no Rio Grande do Sul, às margens da BR-116, no parque industrial do Grupo Baram, situado no município de Sapucaia do Sul, região metropolitana de Porto Alegre. A tecnologia consiste em utilizar 28,15 toneladas de entulhos de demolição de obras para a construção de um imóvel com 52m², com dois dormitórios, cozinha, sala e banheiro. O imóvel tem área superior ao construído pelo projeto do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, que varia entre 42m² e 45m², e representa uma economia de 40% no preço final, custando cerca de R$ 45 mil.
A iniciativa faz parte de um projeto do Grupo Baram, através da pioneira empresa Verbam Máquinas, que oferece kit composto por duas máquinas: uma para reciclagem de entulhos e sobras de concreto e outra para a fabricação de tijolos e blocos. Com essa nova tecnologia, o Grupo, que já é líder nacional na fabricação de andaimes, inova mais uma vez ao apontar uma solução ecologicamente correta para as milhares de toneladas de entulhos que são produzidas todos os dias no país.

Com 23,05 toneladas de entulhos de demolição de obras é possível fabricar 8.640 tijolos, necessários para a construção da casa. Este tijolo produzido pelo Grupo Baram é duplamente ecológico porque não usa combustão em seu processo de fabricação e é feito exclusivamente de resíduos da construção e demolição (RCD). Dentre os benefícios que esse inovador projeto construtivo pode trazer para o meio ambiente está a diminuição de CO2 na atmosfera. Só para se ter uma ideia, se essa mesma casa fosse construída pelo método tradicional, hoje adotado pela indústria da construção civil, seriam usados, conforme dados do Ministério de Minas e Energia, 3.996kg de CO2 somente para a produção de tijolos vermelhos. Isso significa que seriam necessárias 21 árvores para consumir toda essa carga de CO2.
Além de ecologicamente correto, o tijolo feito exclusivamente com agregados, nome que se dá aos restos de obras depois que estes passam pela máquina de reciclagem de entulhos e sobras de concreto, é três vezes mais resistente do que o tijolo tradicional, apresentando 7,5 MPA, unidade usada para medir o grau de resistência.
Outra vantagem do projeto do Grupo Baram é o aproveitamento de entulhos de obras em todas as etapas da construção. Para fazer o radier, contrapiso, com 8m (largura) X 6,5m de comprimento, por exemplo, são necessárias 5,10 toneladas de agregados. Outro destaque dessa inovação construtiva é a massa para assentamento dos tijolos que está sendo usada, que é 100% ecológica, feita com resíduos minerais e que dispensa a utilização de areia e cimento, também produzida pela VerbamFix, uma das marcas do Grupo.
Atualmente, em capitais como São Paulo e Porto Alegre, são jogados no lixo diariamente 1,8 mil e 242 toneladas a cada hora de entulhos de obras respectivamente. Os dados foram apurados pelo Departamento de Saneamento e Meio Ambiente da Faculdade de Engenharia de São Paulo.
Com esses volumes, seria possível construir 334 casas por dia em São Paulo e 85 residências por dia em Porto Alegre.
fonte:Revista Grandes Construções


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Implementar Inovações , Quebrar Paradigmas e Revolucionar a Construção Civil

 

capa RTA

Ter novas idéias muitos de nós somos capazes, mas tornar-las realidade e bem aplicadas ai poucos vencem estas barreiras. Dizer que soluções de quebra de paradigma na construção civil são poucas, são ações pontuais e as vezes sem efeito muito pratico e resultado financeiro insuficientes para ser realmente ser revolucionário, pois a nossa construção civil é bem pouco criativa e tradicionalista. Estamos no Caminho, mas não sabemos ainda onde ele vai dar.

Thomas Edison dizia : “O gênio é composto de 1% de inspiração e 99% de transpiração “

INOVAR É PRECISO

Para inovar os processos devemos focar primeiro em gerar idéias é claro e que sejam boas idéias para a maioria das CIAs , isso se ela for aberta a evolução e tiver pensando fora da caixinha.

Depois temos que aperfeiçoar a idéia escolhida detalhando todos os passos, fazer todo o planejamento e até protótipos são necessários, aprovar as melhores e por fim implementá-las. Mas muitas das vezes precisaremos ainda mais, precisamos ralar muito para que isso dê certo, apreender com os erros , voltar alguns passos atrás, otimizar os processos com simplificação e eficiência antes de ter de adotar soluções técnicas muito complexas que nos distanciam muito dos resultados de custo, qualidade e produtividade.

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Trata-se de um sistema particular de produção de unidades residenciais através de um processo em escala industrial racionalizado, onde se produz módulos pré-fabricados de concreto armado, que são curados, transportados e montados em uma base previamente preparada na obra.

Sobrados e prédios também são possíveis de execução com este método.

O Modulo

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Vejam este módulo com um produto revolucionário, modular e simples no seu modelo construtivo , onde existem poucas interfaces , com um substrato único ( concreto acabado ), reduzimos tempo, queimamos etapas e fazemos uma construção modular seriada.

O módulo na arquitetura é uma unidade de medida convencional, adotada para estabelecer dimensões, proporções e ordenar a construção de elementos de um determinado organismo arquitetônico.

Na BS Construtora podemos dizer que o nosso Módulo é uma “ES AL REV ”, pois em uma única peça de 5 lados fazemos a função da estrutura a alvenaria e o revestimento sem emendas e juntas o que reduz e muito as possíveis patologias entre diferentes materiais garantindo maior durabilidade.

Este elemento fundido em única etapa é um Módulo de concreto dimensionado para satisfazer bem o convívio humano para uma família comum em cada uma de suas necessidades, é forte suficiente para agüentar até um terremoto , isolante térmico e bem ventilado, que agrupados corretamente resultam em uma habitação ecologicamente correta e vem para solucionar pelo menos na redução do déficit habitacional do Brasil.

Industrializar a construção é o caminho que o Brasil deve seguir e isso tenho esta certeza, depois de conhecer e estudar tantos métodos construtivos, devemos pensar fora da caixinha e inovar pois não temos mais tempo e espaço em pensar ainda em colocar um tijolinho por tijolinho de cada vez.

Isso sim é Sustentabilidade real:

· Sem utilização de madeira em todo processo – portanto sem carpinteiros ( profissional raro no mercado) - somente as portas internas ainda são de madeira;

· Processo industrializado de alta produtividade - quase nenhum resíduo produzido;

· Utilização de Kits elétricos e hidráulicos que reduzem e muito as horas de montagem por montadores treinados;

· Projetos otimizados e industrializados;

· Certificação ISO 9000, PBQP-H e do DATec pelo SINAT da CEF.

 

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